O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 2 de abril de 2025 a implementação de uma tarifa universal mínima de 10% sobre todas as importações, como parte de sua política de “reciprocidade”. Além disso, foram estabelecidas tarifas adicionais para países com os quais os EUA mantêm déficits comerciais significativos.
O Brasil está entre as nações sujeitas à tarifa mínima de 10%, ao lado do Reino Unido, Chile e Austrália. Outros países enfrentam tarifas mais elevadas, como a China, com 34%, a União Europeia, com 20%, e o Vietnã, com 46%.
Essas medidas, denominadas por Trump como o “Dia da Independência Econômica”, visam arrecadar centenas de bilhões de dólares e revitalizar a indústria americana. No entanto, economistas e líderes mundiais alertam para o risco de uma guerra comercial global, com possíveis represálias e recessão.
Para o Brasil, a aplicação da tarifa de 10% pode impactar significativamente as exportações para os EUA. Especialistas projetam uma redução nas exportações brasileiras na ordem de US$ 2 bilhões, conforme simulações realizadas pelo Bradesco.
As tarifas anunciadas entrarão em vigor em duas etapas: a tarifa universal de 10% começará a ser aplicada em 5 de abril, enquanto as tarifas adicionais para países específicos serão implementadas a partir de 9 de abril.
A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessas medidas, que podem redefinir as relações comerciais globais nos próximos anos.